Cultura, memória e projecto<br> no centenário de Álvaro Cunhal
Organizações do PCP e da JCP, autarquias, colectividades, associações, escolas – são estas algumas das estruturas que, por todo o País, estão a promover acções de debate e cultura em torno das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. Para além das grandes iniciativas centrais, como a exposição do Pátio da Galé, estas acções de menor dimensão têm levado muito longe, de Norte a Sul do País, o exemplo da vida, pensamento e luta de Álvaro Cunhal.
Sessões públicas e colóquios foram inúmeros, sobre diferentes aspectos relacionados com a obra teórica e artística de Álvaro Cunhal: em Aveiro, sobre o seu papel da construção da unidade antifascista, dos anos 40 ao III Congresso da Oposição Democrática, realizado naquela cidade em 1973, que contou com as intervenções de António Regala, Manuel Rodrigues, Jorge Sarabando, Vítor Dias e Manuela Bernardino; em Lamego, sobre «A Arte, o Artista e a Sociedade», com José Pessoa, técnico do Museu municipal; em Gouveia, subordinada à obra «A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril – a contra-revolução confessa-se», com José Neto; em Sobral de Monte Agraço, com o tema «Álvaro, 100 anos», com a participação de Armindo Miranda; em Santa Maria da Feira e em Águeda, sobre a vida, o pensamento e a luta de Álvaro Cunhal, respectivamente com Pedro Martins e Joaquim Almeida, entre muitas outras.
Quanto às exposições, estão ou estiveram patentes em Santiago do Cacém, Sobral de Monte Agraço, Cadaval, Torres Vedras, Lisboa, Sátão, Cabeça Gorda ou Barreiro.
Em Santarém teve lugar uma emocionante sessão cultural evocativa de Álvaro Cunhal, na qual participaram diversos artistas da região; já o grande auditório do Conservatório de Música de Aveiro encheu-se para receber «Música com Paredes de Vidro – Concerto para o centenário de Álvaro Cunhal», que contou com a presença dos músicos Carlos Canhoto, Fausto Neves, Joana Resende e Manuel Pires da Rocha. Em Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures, realizou-se uma sessão de homenagem a Álvaro Cunhal, que teve música ao vivo, projecção de um filme, sessão de poesia e uma intervenção, a cargo de Paulo Loya, do Comité Central do PCP.
Em Ervidel, no dia 25 de Abril, foi descerrada a placa toponímica da Rua Álvaro Cunhal. Dezenas de pessoas participaram na cerimónia, na qual intervieram os presidentes da Junta e da Assembleia de Freguesia, o presidente da Assembleia Municipal de Aljustrel, e Miguel Madeira, do Comité Central do Partido. No mesmo dia, em Vale do Cobro, concelho de Setúbal, foi inaugurada uma placa evocativa de Álvaro Cunhal, de autoria de Hans Varela. Estiveram presentes os presidentes da Junta de Freguesia de São Sebastião e da Câmara Municipal de Setúbal e Carlos Fernandes, do Comité Central do PCP.